SOBRE A VITÓRIA. OU O QUE É A BOA LUTA?

As pessoas, constantemente, me perguntam o que é a BOA LUTA que eu tanto falo.
É difícil definí-la, mas é fácil de ilustrá-la. Por exemplo, quando trato da VITÓRIA. O que é vencer? O que é vitória?
Para quem quer PODER, a vitória vem nas urnas, dia 7 de outubro.
Para quem quer a BOA LUTA, a vitória vem a cada dia – a cada fim de dia – com uma sensação de êxtase que te faz acreditar que o dia seguinte é o dia que nascerá para mais um dia de vitória.
Tenho PENA dos que pensam na URNA como instrumento de vitória. Minha sincera piedade a quem luta para obter a vitória em um único dia.
MINHA VITÓRIA, NOSSA VITÓRIA, eu constituo a cada novo apoiador da campanha que aparece com um sorriso sincero, a cada novo amigo que coloca o botton na sua foto do perfil, a cada nova mensagem de motivação, a cada crítica que me faz evoluir, a cada pessoa que diz que “quer mudar”, a cada nova pessoa que através dessa campanha decide pensar sobre o seu voto. O voto consciente!
À BOA LUTA, meus amigos.
À BOA LUTA, sempre.
Contagem Regressiva. A mudança passa por todos nós.

“Veta, Dilma!” x “Sanciona, Dilma!” – O dilema que criamos…

Estamos diante de uma situação histórica.

Certamente, o apelo para que a Presidenta vete o novo código florestal é algo para ficar marcado como uma das primeiras grandes correntes virtuais da  política brasileira nas redes sociais.

Novos tempos, novas ferramentas, velhos problemas…

Tendo em vista as discussões que foram apresentadas neste novo código florestal, eu assumo uma postura contrária à sua sanção! Faço coro ao VETO.  Porém, não ficarei surpreso caso a presidente não vete ou vete parcialmente o novo código.

Estamos tratando de mais que um projeto de extrema importância para o meio ambiente. Estamos tratando de relações institucionais. De um jogo entre poderes que, apesar do veto ser legal e permitido como ferramenta de controle do executivo, nesse caso, causará um “ambiente desagradável” entre o poder legislativo e o executivo.

A mídia, sedenta, em ambos os lados, aguarda o desfecho para taxar a presidenta de ditadora caso vete, ou ruralista, caso sancione. Pedir que a presidenta vete é uma prova de fogo. Mais uma.

Os ruralistas, donos de grandes propriedades de terras (produtivas ou não), já perceberam que o apoio popular ao veto está cada vez mais forte. E já lançaram sua campanha: Se vetar, os alimentos irão encarecer.

Verdade ou mentira? Não importa. É o bastante para mexer com o bolso (leia-se cabeça) das pessoas.

O que eu quero dizer com tudo isso?

A– Pois bem, sabe por qual motivo nós, consciente ou incoscientemente, estamos fazendo coro ao “Veta, Dilma!” ?

B– Essa é fácil! É porque os deputados e senadores aprovaram o projeto do novo código florestal!

A– Exato! E sabe por qual motivo eles aprovaram?

B– Sim, claro! Porque eles possuem o poder de representação! Ao votarmos nas últimas eleições, delegamos aos nossos deputados e senadores o direito de aprovar ou rejeitar projetos por nós.

A- E agora, após uma derrota no Congresso, estamos pressionando UMA figura pública apenas – a figura da Presidenta, para que vete o novo código e atue contra o voto de milhões de brasileiros que formaram a composição do Congresso Nacional vigente? É isso?

NÃO há como mensurar se há mais pessoas aprovando ou refutando o novo código florestal sem um plebiscito.

Mas, SIM, há como mensurar o voto que cada brasileiro deu aos deputados e senadores eleitos.

Quer um exemplo? O Tiririca, o deputado federal mais votado do país, que recebeu  1.350.438 votos, votou a favor do novo código florestal.

Se somarmos o número de votos de todos os deputados que votaram a favor, dará um número menor ou maior que o nosso ‘coro’ para que a Presidenta vete o novo código?

Qualquer resposta a esta pergunta acima não me satisfaz.

A única resposta que irá me satisfazer é se a sociedade começar a se conscientizar da importância desse instrumento:

Sorte à Presidenta. Ainda assim, vete.