Os mistérios do VOTO NULO: Verdades e consequências.

Bom, se pudesse resumir em algumas palavras, diria: NÃO, VOTO NULO NÃO ANULA ELEIÇÃO ALGUMA!

Mas não posso resumir.

Não posso porque todos os dias vejo as pessoas compartilhando esta informação como se fosse verdade.

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Vocês sabem exatamente o que a lei fala? Vejamos o Código Eleitoral:

O art. 224 assevera: “Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do País nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias”.

E o que seria NULIDADE?
“Tais vícios que ensejam a anulabilidade da votação são apontados no art. 222 do Código Eleitoral, a saber: falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art. 237, emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágio vedado por lei.”

A lei trata de nulidade, e não de voto nulo. Segundo a lei, a nulidade  abarca apenas os VOTOS VÁLIDOS, ou seja, devemos excluir da contagem os votos nulos e brancos.
Pensemos em um caso prático. Se em certa cidade as urnas são roubadas e 51% dos votos VÁLIDOS (não contamos os nulos e brancos) não podem ser contabilizados, essa é uma situação de NULIDADE das eleições. Nesse caso, deverá ser realizado novo pleito eleitoral.
Portanto, galera, VOTO NULO – que não faz parte dos votos válidos – NÃO ANULA A ELEIÇÃO!
Se 99% das pessoas anularem o voto e 1% apenas votar em um candidato X, este candidato X vencerá as eleições! Esta é a lógica.

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Pense bem ao anular o voto.

Em São Vicente, por exemplo, com um universo de aproximadamente 350 candidatos a vereador, será que não há NENHUM CANDIDATO que proponha um projeto de cidade que te agrade?

Aí esta a grande questão: Não há nenhum candidato bom o suficiente para você? Ou você que não quer pesquisar e prefere procurar um “atalho” no voto nulo?

Saiba que você, ao votar nulo, sem pesquisar candidatos, você acaba privilegiando candidatos que já tem um eleitorado definido e cativo, por exemplo, os candidatos que já estão no poder e buscam reeleição, ou até mesmo os candidatos que compram votos e tem seu eleitorado “nas mãos”.

A decisão é sua. Anular ou não anular?

Espero ter ajudado a esclarecer essa questão!

43210. Contagem Regressiva! A mudança passa por todos nós!

Mais informações em: http://jus.com.br/revista/texto/11506/votos-nulos-nulidade-da-eleicao-e-nova-eleicao

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1º Projeto / Orçamento Participativo – Kayo Amado Vereador 43210

PROJETO DE ORÇAMENTO PARTICIPATIVO:
I)  Gastos públicos: a população também decide!
II) Objetivo geral: Implementar o Orçamento Participativo na Cidade de São Vicente.
III) Objetivo específico: permitir que os munícipes possam participar deliberar, discutir e opinar o destino de parcelas do orçamento público municipal, de modo a ampliar a participação popular nas decisões, a responsabilização sobre os políticos e a elite burocrática, bem como estimular a população no acompanhamento das políticas públicas municipais.

IV) Justificativa: O Orçamento Participativo é um mecanismo que permite ampliar a participação do cidadão nas decisões públicas bem como a responsabilização desses sobre seus representantes locais. Uma vez que o município de São Vicente possui mais de 330 mil habitantes, e seus cidadãos são representados indiretamente pelos seus vereadores e prefeito, a participação do munícipe diretamente sobre a escolha do destino do orçamento municipal torna-o mais ativo nas decisões e potencializa a participação da população no acompanhamento das políticas públicas bem como das contas públicas. Além disso, possibilita que a própria população possa criar soluções para os problemas públicos e direcionar receita municipal para a resolução das questões-problema identificadas.

Vale ressaltar que a etapa de DIVULGAÇÃO das reuniões de orçamento é FUNDAMENTAL para a eficácia do projeto, ou seja, o governo precisará informar com antecedência e insistência. Divulgando em rádio, TV, jornal, Faixas nos bairros, panfletos em escolas, listas de e-mail, etc. O Orçamento Participativo depende de ampla participação da sociedade para funcionar!

Vamos participar e atuar no que é NOSSO: SÃO VICENTE.

VEREADOR: O representante mais próximo. CANDIDATO: O mais distante?! Que confusão!

Vou fazer um pequeno relato. Situações do cotidiano político que me deixam intrigado. Vejamos…

Em tese, o VEREADOR é o representante do governo mais próximo da sociedade. Deveria ser! Está lá para REPRESENTAR os interesses dos munícipes.

Talvez, o problema disto na prática tenha início nas relações IMPESSOAIS que se configuram na campanha política, no período eleitoral.

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Hoje eu tive uma experiência interessante logo cedo. Recebi um “santinho” de um candidato a vereador. Na verdade, de um rapaz que panfletava para ele.

Fiquei imaginando como seria receber um santinho de outro candidato. Hoje tirei a dúvida. Hoje tive a certeza de como NÃO abordar um cidadão/eleitor.

O rapaz que me entregou o santinho era mecanicamente treinado para isto. Tirou todo o contato humano da relação.

Veio com um discurso pronto. Colocou o candidato como ator principal da situação. Não deixou espaço para eu falar uma palavra sequer além de “aham”, “sim”, “é”, “obrigado”. Foi muito curioso. Só faltou ele gritar: “PRÓXIMO!” após falar comigo.

Os políticos, os candidatos precisam entender que o ator principal da eleição é o eleitor, e não ele (ou eu), candidato!

Que ato falho! Se eu não fosse votar em mim, certamente não votaria neste candidato do santinho que recebi hoje.

Não da para aceitar essa relação afastada. Não tive espaço para falar nem mesmo com o rapaz que me entregou o “santinho”. Só ele falou, só ele teve o direito de falar. Nem perguntar algo foi possível. Como votar em alguém assim?

Isso é realmente política?
Contagem Regresiva! A mudança passa por todos nós!