UBS de São Vicente – Um pequeno relato de um “observador-gestor”

Hoje estive na UBS da Av. Antônio Emmerich, em São Vicente.
Fui por motivos particulares, mas decidi aproveitar o tempo que estava por lá para refletir sobre “a organização, o espaço e as pessoas”, como um Gestor de Políticas Públicas.
Pois bem, algumas constatações que colocarei aqui para apreciação e comentários de vossas experiências.

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Eram por volta das 10h30-11h.
Ambiente limpo, bem iluminado, atendentes simpáticos, pacientes gentis.
Estava lotado. Haviam umas 20 pessoas de pé em uma fila aguardando atendimento, outras 20 sentadas aguardando o chamado. Mais algumas sentadas pelo corredor, outras de pé.

Faltavam cadeiras para a demanda de pacientes e o barulho era excessivo para um ambiente de hospital.
A questão do barulho é mais problemática ainda, tendo em vista a divisória fina que separa uma sala de atendimento da outra, dos corredores, e das salas de espera.

Logo que entrei, senti dificuldades para saber onde exatamente ir. Assim, identifiquei um problema organizacional, para alertar os pacientes que chegam: faltavam placas claras e informativas. Não sabia se era necessário uma senha para ser atendido, ou se apenas deveria ficar em uma das filas que se formavam por ali.

O contingente de pessoal não me agradou, tanto é que o tempo de espera, pela quantidade de pessoas em um dia “comum”, parecia alto.

Por fim, pensei em uma ampliação da UBS para maior comodidade e eficiência nos atendimentos, porém à primeira vista foi difícil encontrar um espaço físico de ampliação.

O cenário encontrado não foi preocupante, mas é possível melhorar.

A questão das filas pode ser resolvida com simples adaptações na logística e uso do espaço, através de novas divisórias, aquisição de cadeiras, e contratação de recursos humanos.

A questão das informações insuficientes para o paciente que chega à UBS podem ser resolvidas com placas informativas mais precisas, somada a mais um processo de triagem com a documentação dos pacientes. Talvez, seja necessário investir em mais recursos humanos.

Agora, irei comentar questões que muito me incomodaram.

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O barulho e as divisórias finas entre ambientes. Sendo um hospital, é inaceitável que não haja um ambiente sereno e tranquilo, sem celulares tocando ou pessoas falando alto. Por vezes, ouvi enfermeiras falando dentro de salas, devido às finas divisórias.

Enfim, estive por apenas 20 minutos lá dentro.
Não poderia deixar de observar enquanto pesquisador-gestor.

Pretendo retornar, ficar mais tempo, quem sabe entrevistar pessoas. Visitar outros pontos de atendimento pode ser uma boa experiência também.

Vamos adiante.