As mães merecem mais…

Ontem, 13 de maio de 2012, data extraída do calendário para comemorarmos o “Dia das Mães”. Em São Vicente-SP, temos no calendário oficial municipal, também, o “Dia da Mãe Vicentina”.

Pela cidade, basta percorrer uma quadra de alguma grande avenida para achar faixas, banners e muros com mensagens de pré-candidatos à política local desejando um “Feliz Dia das Mães”.

Seria bonito, se não fosse tão obscuro, recheado de interesses meramente eleitoreiros, e com o objetivo de apresentar seu nome e imagem aos munícipes como uma pessoa boa, que valoriza as mães. Mas quem não valoriza?

Uma faixa sorrindo vale mais que uma ideia de projeto, que uma ação, que palavras que não sejam para mera politicagem? Vamos respeitar a inteligência do eleitor, srs. pré-candidatos.

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Pois bem, dado o recado, gostaria de falar do papel dessa figura materna na nossa sociedade.

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Sociedade que ainda luta contra o machismo. Sim, somos machistas. É claro que tivemos avanços, mas ainda é muito comum ouvir que “homem não chora” ou que “a mulher que lave a louça”. A culpa não é minha, não é sua também. A culpa, ao meu ver, é algo que transcende a nossa geração. É reflexo de décadas, séculos, milênios.

A grande questão é: homem não chora, homem não lava louça, homem não cozinha, homem não varre, homem não troca fralda. Engano nosso. Nossa sociedade já dá indícios de emergir contra esse “machismo inconsciente” que perdura em nossa geração.

E aí sim, dentro de cada um de nós, internautas, dentro de nossas casas, daremos o exemplo de que homem, com H, pode sim ajudar nas tarefas de casa, pois o dia das mães pode ser mais que um simples dia comercial ou eleitoreiro no calendário.

O dia das mães, de fato, será o dia que a sociedade perceber que a nossa célula mater, nossa base, nosso porto-seguro – que é nossa mãe, não é mais aquela pessoa que está no mundo para nos servir, mas sim, para nos auxiliar em nossa caminhada!

Então, encerrarei meu texto não desejando um Feliz Dia das Mães, mas torcendo e estimando que, um dia, em um futuro, de preferência não tão distante, comemoremos, conscientemente, o Dia das Mães.

O nosso maior presente é nossa atitude.