Sustentabilidade e Vontade Política: O caso de Bogotá.

Ser sustentável não é discurso. É prática.

Tornar um município sustentável demanda VONTADE POLÍTICA.

Vontade Política demanda ESCOLHA DEMOCRÁTICA.

A lógica é simples. E a prefeitura de Bogotá – Colômbia já entendeu a situação!

Reclamar do trânsito, reclamar da falta de áreas verdes, reclamar das poucas ciclovias, reclamar de TUDO, e ao chegar às eleições você simplesmente falar: “nenhum candidato me serve, são todos ruins”, sem ao menos ler suas propostas (de candidatos que tem propostas, obviamente, pois muitos não tem; mas daí você já pode, por exemplo, excluí-los da disputa), é algo completamente inaceitável.

Quando eu falo em vontade política, eu falo de, por exemplo, o caso de Bogotá, na Colômbia! America do Sul, galera. Não precisamos ir para Europa ou E.U.A. para encontrar bons projetos!

Confiram:

Mais Bicicletas e Ônibus, Menos Carros: A lógica de Bogotá-Colômbia.

“Em 1998, começa uma transformação no sistema de transporte de Bogotá. Até agora, foram construídos mais de 300 km de ciclovias, que se estendem desde as áreas de favelas e subúrbios até o centro da capital. O traçado inclui uma rede de lazer, faixas locais e um sistema longo em áreas verdes. O transporte público também foi melhorado. Não há metrô na cidade, mas o TransMilenio, um sistema rápido e acessível de ônibus, que conta com numerosas estações. Devido à restrição de veículos particulares no centro da cidade na hora do rush, pela implantação do sistema de rodízio, conjuntamente com o sistema de faixas preferenciais para transporte coletivo, esses ônibus funcionam três vezes mais rápido que um típico ônibus de Nova York, o que equivale a 28 km por hora. Além disso, com o programa “Domingo sem Carro”, cidadãos utilizam as vias públicas como parques abertos para a prática de esportes e lazer. Bogotá, pela viabilização do transporte sustentável, se tornou uma cidade mais segura, saudável e com maior integração social e econômica”

(Extraído do site “Programa Cidades Sustentáveis”)

Confira o texto na íntegra no link:  http://www.cidadessustentaveis.org.br/boas_praticas/exibir/43

Obrigado.

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São Vicente Sustentável: “Olhar para a cidade de São Paulo e gritar: NÃO! Aqui não!”

Tornar São Vicente uma cidade sustentável não é uma tarefa difícil, ou muito menos utópica.

Mas demanda VONTADE POLÍTICA. Temos isso, por aqui?

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Foto de São Paulo – Capital.

Esta foto representa a INSUSTENTABILIDADE no desenvolvimento da cidade. Estamos tão distantes disso aqui em São Vicente e Baixada Santista?

Acredito que, se não alterarmos nossas práticas AGORA, e pensarmos uma cidade sustentável, este é o FUTURO que nos espera. Caos urbano, colapso nos meios de transporte.

Semana após semana, venho chamando a atenção para os projetos que os srs. vereadores estão aprovando na câmara de São Vicente, quanto à regulação, ou melhor, DESREGULAÇÃO do trânsito.

Quinta-feira passada (31/05), novamente, aprovaram mais três projetos relacionados à uma regulação “discricionária” e “clientelista” do trânsito.

Resumindo, eles proíbem estacionar e trafegar ônibus e caminhões em ruas específicas do município para agradar, e somente isso, as pessoas das localidades.

Porém, volto a informar: política é muito mais que isso!

Não é possível antender aos interesses específicos de TODAS as ruas, semana após semana (uma média de três projetos assim são aprovados toda semana na câmara de São Vicente), correndo o risco de, então, não existir mais tráfego urbano.

Temos um projeto no município chamado Plano Diretor, ele é de 1999. Há um anteprojeto tramitando na câmara, que substituirá – se aprovado – o anterior. Falo isso, pois essas questões de organização e mobilidade urbana do município deveriam constar em seu texto e precisam ser fiscalizadas!

Eles estão formando gargalos no trânsito de nosso município sem um estudo aprofundado sobre a viabilidade dessas ações!

É completamente inviável fazer alterações semanais no tráfego urbano. Criamos uma insegurança jurídica na mobilidade urbana do nosso município e vamos minando ruas das possibilidades fluxo.

Temos muito a aprender, para não errar, como errou São Paulo.

Portanto, galera, muita atenção ao novo Plano Diretor! Essa questão precisa estar no corpo de seu texto (que por sinal não está disponível virtualmente para consultarmos).

Uma cidade que almeja ser sustentável não pode permitir medidas discricionárias e sem justificativa plausível na regulação de seu trânsito. Sustentabilidade demanda vontade política, investimento, planejamento e ações coordenadas!

De olho em nossos representantes!

Vamos ficar atentos, debater e participar.

Confira na íntegra as discussões que ocorreram na câmara na última semana: http://www.camarasaovicente.sp.gov.br/noticias/visualizarnoticia.asp?ID=861