Se há cultura, há vida: ATENÇÃO, Baixada Santista! MOTIM de 3 a 8 de fevereiro!

Valorizando o que merece ser valorizado: VAMOS INCENTIVAR A CULTURA LOCAL.

Teatro de graça… e NOSSO! Grupos da região!

Confira o convite abaixo:

MOTIM DIVULGAÇÃO

“Cerca de 20 grupos teatrais da Região vão ocupar com muita arte a Praça dos Andradas, no Centro de Santos, entre os dias 03 e 08 de fevereiro. As apresentações fazem parte do Motim – Mostra Regional do FESTA, que trará ao público uma demonstração da produção que é feita hoje no litoral.

O local escolhido para as apresentações não foi à toa: a Praça dos Andradas concentra parte da produção teatral que é feita na Região. Além de estar em uma região de fácil acesso (em frente ao Terminal Rodoviário), na praça localizam-se a Cadeia Velha, sede da Oficina Cultural Pagu (em reforma), o Teatro Guarany, o Espaço Teatro Aberto, que abriga espetáculos e apresentações musicais, além da Vila do Teatro, onde acontecem apresentações e também oficinas.

A Vila do Teatro e o Espaço Teatro Aberto serão os locais de apresentação dos espetáculos do Motim, além da própria Praça dos Andradas, onde haverá espetáculos ao ar livre, e ainda uma estrutura de palco e tenda montada, o contêiner-palco do Teatro a Bordo.

A programação do Motim faz parte de intensas discussões dentro do Movimento Teatral da Baixada Santista, como forma de fomentar a produção regional e a formação de público, em complemento ao FESTA – Festival Santista de Teatro, que acontece em abril.O Motim – Mostra Regional do FESTA é uma realização do Movimento Teatral da Baixada Santista.”

PROGRAMAÇÃO:
(Obs: Em caso de chuva, alguns espetáculos serão transferidos para a tenda do Teatro a Bordo, na Praça dos Andradas)

Abertura – 03 de fevereiro
22:00 – Abertura Oficial – Teatro Aberto
23:59 – A Falecida – Teatro do Kaos (Estacionamento Teatro Aberto)

Dia 04 de fevereiro
16:00 – A Centopeia Judite – Cia Arueiras do Brasil (Teatro A Bordo)
19:00 – Histórias do Mar – Grupo Teatro Aberto (Praça dos Andradas)
20:30 – Vozes da Guerra – Cia Teatral Arcádia (Sala Experimental Teatro Aberto)
22:00 – Dama da Noite – Superbacana Produções (Vila do Teatro)

Dia 05 de fevereiro
17:30 – Pagliacciaria – Grupo Tescom (Praça dos Andradas)
19:30 – O Palhaço – Grupo Temetal (Teatro A Bordo)
21:00 – Intervenção: Judia – Silia e Ceci Dance Theatre (Sala Experimental Teatro Aberto)
22:30 – Dentro de mim mora outra – Cia Ohm (Vila do Teatro)

Dia 06 de fevereiro
15:30 – O Mago de Zóz – Cia Art & Manha (Teatro A Bordo)
17:30 – Uma Palhaçada Federal – Os Panthanas (Praça dos Andradas)
19:30 – Uma Lição Longe Demais – Cia Café Teatral (Sala Experimental Teatro Aberto)
21:00 – Uma Outra Estação – Instituto Teatro Genoma (Vila do Teatro)
22:30 – Intervenção: Na Trilha do Cinema – Zero Beto (Vila do Teatro)

Dia 07 de fevereiro
19:00 – Copo Cheio de Palavras / Projeto: Venha Encher seu copo aqui – Liliane São Paulo – Prologo/Ana Luiza – 24 horas no ar/Katia Baliano – Vodka (Teatro a Bordo)
19:30 – Ispinho e Fulô de Patativa – Cia Teatral Carcarah Voador (Vila do Teatro)
20:30 – Suruba Teatral (espaço de trocas entre os grupos – Teatro Aberto)
22:00 – Valsa n°6 – Cia do Elefante (Sala Experimental Teatro Aberto)
23:59 – Negrinha – Oficina do Imaginário (Vila do Teatro)

Dia 08 de fevereiro
16:30 – Cinderela Brasileira – Casa3 (Teatro A Bordo)
19:00 – Copo Cheio de Palavras / Projeto: Venha Encher seu copo aqui – Nyna Simões – Boa Tarde/Ricardo Vasconcellos – Sem titulo/Junior Brassalotti – Carência/Kadu Verissimo – Luiza (Teatro a Bordo)
19:30 – Arrumadinho – Trupe Olho da Rua (Praça dos Andradas)
21:00 – Encerramento – Sarau do MOTIM

Texto retirado do evento no Facebook. Confira mais no link: https://www.facebook.com/events/531910790177191/?ref=ts&fref=ts

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Os Portões da Acessibilidade: Um relato de três horas de espera em um hospital público da Baixada Santista

Olá, caros amigos.

Mais uma vez apresento um relato sobre as condições de saúde pública na baixada santista. São tantos apontamentos a fazer, mas não serei longo como a espera de três horas para que meu pai – professor do ensino público estadual – fosse avaliado por um médico perito. Imagem

De qualquer forma, na função de gestor de políticas públicas, aproveitei as três horas de espera para rondar os limites do hospital.

Não precisei ir longe para verificar sérios problemas de acessibilidade.

Pensemos nas premissas, então.

Se a questão é uma perícia médica, no geral, presume-se, que há alguma enfermidade que precisa ser comprovada ou descartada pelo médico, no paciente. Ou seja, é necessário um ambiente confortável – no sentido de acesso, espera (já que vimos que, no meu caso, durou três horas), e atendimento.

Não foi isso que eu encontrei.

Vamos por partes.

O ESTACIONAMENTO:

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Essa é a frente da entrada da casa que abrange a perícia médica. Eu e meu pai, por sorte, conseguimos parar – devidamente credenciados com a autorização – na esquina do hospital, em uma vaga de deficientes físicos.

Essa imagem me causa um certo sarcasmo. Fico me perguntando porque essa placa de deficientes encontra-se na grama, ao lado de uma árvore, enquanto dos carros ali parados, NENHUM – repito, nenhum – tinha autorização para parar em vaga de deficientes físicos.

Talvez, pela placa estar ao lado da árvore, a intenção era proporcionar um espaço para os deficientes adeptos de carroças e charretes estacionarem seus cavalos em frente a perícia.

O ACESSO PRINCIPAL:

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Pois é, aqui, nos deparamos com o acesso principal. Bacana, não? A primeira coisa que eu pensei foi: onde está o corrimão? É o mínimo! Um de cada lado! Percebi que isso fez falta para os pacientes que chegavam. Haviam muitas pessoas que aparentavam ter idade avançada, outros claramente inaptos à desafios físicos como este.

Enfim, fiquei absurdamente desconfortável com esta situação.

O CAMINHO ALTERNATIVO:

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Preciso dizer alguma coisa? Interditado. Quer passar? Vai pela via de carros, com asfaltamento feito de paralelepípedos. Certamente, não é a “aventura” mais fácil à pessoas com dificuldades de locomoção.

Opa, opa. Será que alguém pensou em um cadeirante?

O ACESSO ALTERNATIVO:

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SIM! PENSARAM NO CADEIRANTE!

Há uma rampa de acesso, que bacana! Só não sei como ele irá chegar até ela.

Como vocês viram, o caminho alternativo está interditado!!!

Pode ser até possível “guerrear” e enfrentar a via de carros e seus paralelepipedos tortos, mas a aventura não pararia por ai, não…

ISSO É UM ACESSO?

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Definitivamente, dispensa comentários.

Essa “deveria ser” a rampa de acesso alternativo.

TUDO O QUE SOBE, DESCE:

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Será que eu consegui passar a mensagem, galera?

Eu espero ter repassado fielmente meu sentimento de indignação, inconformismo e repúdio a essas instalações do hospital Guilherme Álvaro.

Acessibilidade a instituições públicas é um DIREITO.

Este direito não foi respeitado. O constrangimento chegou a tal ponto que eu quase presenciei uma senhora derrapando por essa escada.

Não vou concluir meu artigo, minha insatisfação não permite. Deixo para vocês uma última foto. Reflitam sobre ela, tirem suas conclusões.

Caso queiram ajudar:

Diretoria – Perícia Médica HGA: hga-diretoriapericiamedica@saúde.sp.gov.br

Promotoria Civil de Santos: pjcivelsantos@mp.sp.gov.br

Condefi Conselho Municipal Integracao Portador de Deficiências (13) 3223-1667.

Compartilhem este artigo.

Até a próxima…

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ORÇAMENTO PARTICIPATIVO: Dar voz aos verdadeiros “donos” do “poder”! Sim, eu quero participar!

Segue abaixo a experiência de Orçamento Participativo de Porto Alegre – RS. Será que os municípios da Baixada Santista não gostariam de criar ou recriar mecanismos como este de participação social? São Vicente? Santos? Praia Grande? Cubatão? Guarujá? Entre outros… POR QUE NÃO TENTAR?

O OP é um processo dinâmico de planejamento do orçamento que se ajusta periodicamente às necessidades locais, buscando sempre um formato facilitador do debate entre o governo municipal e a população.

Descrição breve do projeto

Há 22 anos, a Prefeitura de Porto Alegre implementou um sistema de co-gestão com a participação da comunidade para a estruturação do orçamento da cidade. A comunidade apresenta propostas e informações, assessoria técnica e infraestrutura, além de possuir representatividade sobre as instâncias deliberativas do Orçamento Participativo. Assim, foram instituídos conselhos, redes e fóruns. A participação social acontece de forma direta, nas Plenárias Regionais e Temáticas e na Assembléia Municipal, e por representação, nos Fóruns de Delegados e no Conselho do Orçamento Participativo, que também são compostos por comissões em áreas temáticas específicas da cidade.
O OP é um processo dinâmico de planejamento do orçamento que se ajusta periodicamente às necessidades locais, buscando sempre um formato facilitador do debate entre o governo municipal e a população. Por ser um importante instrumento de participação popular o OP é uma referência para o mundo. Tem o objetivo de superar as desigualdades graves nas condições de vida entre os moradores da cidade.
Neste contexto, o Observatório da Cidade de Porto Alegre (ObservaPOA) passou a disponibilizar informações georreferenciadas e estudos, como forma de subsídios para a articulação social. Em consonância, o CapacitaPOA passou a capacitar lideranças comunitárias e servidores públicos.
Desde sua implementação foram verificadas diversas melhorias em toda a cidade. A cidade é reconhecida por construir políticas públicas que priorizem o diálogo, o respeito e a solidariedade, planejando de forma estratégica o território e suas comunidades.
ImagemPorto Alegre – RS

Metodologia

O Orçamento Participativo de Porto Alegre combina participação em larga escala em assembléias regionais abertas e representação formal cidadã a partir de eleições de representantes para as tomadas de decisão em órgãos específicos.
O ciclo do OP se caracteriza por três grandes momentos prioritários: as reuniões preparatórias, a rodada única de assembléias regionais e temáticas e a assembléia municipal.

Objetivos

• Superar as desigualdades graves nas condições de vida entre os moradores
• Promover a cidade a partir da participação social no processo

Cronograma

• 1989: Implantação do Orçamento Participativo (OP)
• 1990: 8,4% da população adulta (maior de 16 anos) residente de Porto Alegre já haviam participado de assembléias de orçamento em algum momento desde o início do processo
• 1999: O número de participantes no processo alcançou 20 mil
• 2005: Realização da primeira rodada sob nova administração municipal

Resultados

• Com o fortalecimento dos centros administrativos regionais, ampliou-se o processo de descentralização política e administrativa da gestão governamental nas regiões
• O Observatório de Porto Alegre passou a disponibilizar uma ampla base de informações georreferenciadas sobre o município e a aferir o desenvolvimento de cada região da cidade através de gráficos com relação entre os setores
• No início, o Orçamento Participativo foi responsável por apenas 2% do orçamento total. Hoje, a parte de Orçamento Participativo é de 20%. As principais melhorias decorrentes da implantação do Orçamento Participativo foram:
– Melhoria na infra-estrutura em áreas mais pobres
– Melhoria no transporte público
– Triplicação do número de creches
– Triplicação do número de crianças que frequentam a escola
– Aumento de investimentos no setor de saúde
– Transparência, responsabilização, eficácia na gestão municipal
– Redução da corrupção
– Eliminação da relação patrão-cliente no processo orçamentário
– Aprendizado de democracia e de cidadania
– A classe trabalhadora se tornou um agente coletivo de grande importância, beneficiando-se significativamente em termos de redistribuição
– Forte inclusão das mulheres
– Melhoria na qualidade de vida
– Aumento da satisfação de necessidades básicas
• O sucesso de Porto Alegre tem sido reconhecido internacionalmente e reformulado para cidades de todo o mundo. O Orçamento Participativo se espalhou para centenas de cidades latino-americanas, e dezenas de cidades na Europa, Ásia, África e América do Norte
• O Orçamento Participativo promoveu a redistribuição dos recursos através da priorização no investimento de projetos em infraestrutura e serviços básicos (pavimentação de ruas, melhorias urbanas, saneamento, educação, saúde), o que favoreceu a população de baixa renda, reduzindo a desigualdade social da população quanto aos acessos
• Os projetos decorrentes do Orçamento Participativo têm contribuído para o aumento na cobertura (quase total) de esgoto e água, no número de crianças nas escolas municipais e na criação de novas unidades habitacionais populares

Instituições envolvidas

• Prefeitura de Porto Alegre
• Universidades: PUC, ULBRA, UNISINOS, UFRGC
• ObservaPOA
• CapacitaPOA

FONTE DO PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS: http://www.cidadessustentaveis.org.br/boas_praticas/exibir/16