A ‘SIMBOLOGIA’ DA DOMINAÇÃO POR SÍMBOLOS E CORES NA GESTÃO PÚBLICA

Em São Vicente vivenciamos 16 anos de marketing GOVERNAMENTAL nas cores “vermelho e amarelo” e agora mudamos para as cores “roxo e branco”. Por que isso?
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Simples. Trocamos de PSB para PP e é uma prática comum os partidos usarem mensagens ” subliminares” para constituir uma “DOMINAÇÃO SIMBÓLICA” ao longo das gestões, tendo em vista a impossibilidade de fazer campanha formal para as próximas eleições durante o mandato. [-Isso é muito CHATO e PERIGOSO!] Aos poucos vamos minando os símbolos, cores e cultura histórica da cidade, para a satisfação de uma gestão ou partido que está no poder. Durante a graduação em Gestão de Políticas Públicas na USP, estudávamos a dificuldade da construção de Políticas Públicas de Estado, ou seja, que pensem além da gestão, do governo, do mandato atual. A ilustração dessa dificuldade fica clara com a necessidade dos governos que trocam as cores da cidade pelas cores do partido dominante. O interesse não é pensar o município ao longo-prazo – constituir uma marca da cidade; é pensar o seu mandato, a sua gestão, a sua marca. Oras, ‘quando/se’ o PP sair do poder municipal, obviamente as cores mudarão.
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Percebam que, no final das contas, minha insatisfação não é com a troca ou escolha de cores em si, e sim com O QUE ISSO REPRESENTA: uma prática tradicional da cultura brasileira de pensar políticas públicas a curto prazo.
Pensa-se a gestão, e não o município.
Se a ideia de trocar cores é “simbólica”, para dialogar com o “subliminar”, tenho o direito de interpretar como bem entender… minha interpretação também é SIMBÓLICA!
E assim seguimos a vida, minando a nossa identidade vicentina, “apagando incêndios” a curto-prazo, esquecendo de planejamentos estratégicos e planos municipais – o foco é no governo, na gestão, na atuação dos próximos 4 anos para obter mais 4! A lógica não muda…
Para finalizar, vejamos um trecho da Constituição Federal de 1988, artigo 37, § 1º:
“A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.”.
A MUDANÇA PASSA POR TODOS NÓS.
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NOTA OFICIAL: Em respeito aos que acreditam numa nova política.

NOTA DE DESFILIAÇÃO DO PARTIDO VERDE – 06/02/2013

Em respeito aos que acreditam numa nova política.

Respeito. Essa é a motivação que fundamenta minha decisão oficial de me afastar do Partido Verde na data de hoje, quarta-feira, 06/02/2013.

1-    Em respeito aos meus princípios, que não se subordinarão a um jogo político fisiológico e negociável, distante da discussão e do debate saudável pelo melhor da nossa sociedade;

2-    Em respeito a minha capacidade e dignidade, que foram subestimadas durante os três meses de campanha eleitoral, no qual fui coagido a – primeiro – não ter a candidatura, após – ser substituído por outro candidato, e finalmente – ser expulso do partido;

3-    Em respeito à democracia, que não foi respeitada, tendo em vista meu afastamento imediato das participações e atividades do partido na cidade logo após o fim das eleições, chegando ao ponto de ser excluído da página oficial do partido no Facebook para não ter conhecimento das reuniões e atualizações do partido;

4-    Em respeito aos meus apoiadores e eleitores, que esperam meus projetos futuros para a política e cidade, e não entendem como o seu candidato pode estar “engessado” e “congelado” da atuação do Partido Verde na cidade após uma campanha pautada na mobilização social;

5-    Em respeito aos 823 votos obtidos em 2012, que devido a sua expressividade, apesar de não caracterizarem uma vitória nas urnas, representaram – certamente – uma vitória política;

6-    Em respeito ao próprio Partido Verde, que após aproximadamente dois anos filiado me fez evoluir enquanto pessoa e político – e ao qual sou muito grato por me dar a possibilidade de deixar meu nome na história de seus quadros, sendo o candidato mais votado da história do PV no município de São Vicente;

7-    Em respeito às lideranças verdes municipais, que não contam comigo e não me vêm como parte de seus projetos e planos futuros para os seus quadros partidários;

8-    Em respeito à sociedade vicentina, que merece expandir suas possibilidades de atuação política, ampliando as formas de democratização partidária, participação e controle social, e inovação na gestão pública com trabalho em rede.

Por fim, gostaria de salientar que no Partido Verde fiz muitos amigos e construí uma história jovem e curta, porém intensa e vitoriosa. Existem certos momentos que precisamos tomar decisões irreversíveis, este é um deles. Sempre resolvo meus problemas políticos com uma palavra: democracia. E, nesse caso, a democracia partidária não foi respeitada, minha voz foi silenciada, e despeço-me, sem mais constrangimentos, em busca de um espaço político mais democrático.

Posto isso, encerro esta nota com uma frase histórica de Jean-Paul Sartre que muito simboliza este momento: “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmo fazemos do que os outros fizeram de nós.”

A mudança AINDA passa por todos nós.

Kayo Amado, um sonhador declarado que – certamente – não está sozinho no mundo, 06/02/13.

Do que vi, ouvi e senti: Encenação 2013 – Fundação da Vila de São Vicente.

22 de janeiro de 2013. São Vicente – SP comemorava 481 anos de sua fundação. Último dia de apresentação do tradicional “maior espetáculo de areia em praia do mundo” neste ano.

O contexto: falta de recursos e investimento – meio a uma crise financeira que vive a cidade – e uma pressão para resgatar a história e dignidade do povo de São Vicente. Seria possível dar certo?

Confesso que estava curioso para o evento deste ano. Um espetáculo que sempre contou com diversos atores globais e colocado como a ação mais importante de cultura no município, neste ano, pelo menos em teoria, seria mais modesto.

Eis que pude sentir, ali, no espetáculo, algo que nunca antes senti: borbulhava, transbordava alucinadamente orgulho. Pessoas comprometidas com a história, com a cidade.

De fato, já não tínhamos mais os vários atores globais e toda uma estrutura de material e investimento artístico. Por outro lado, sobrou coração, sobrou paixão.

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Banda. Evento anterior à apresentação da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente – SP.

Da arena, diga-se de passagem com uma paisagem linda, única, fantástica, virada para o mar, sentia a vibração de um a um que participava da peça. Eu vi vicentinos encenando sua história. Eu vi vicentinos voluntários colaborando com sua cidade. Eu vi vicentinos lotando arquibancadas para aplaudir seus concidadãos. Eu vi, ali, humildemente, de um dos bancos da arquibancada, meio a multidão, dedicação, orgulho, vontade e criatividade.

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Trecho da peça. Encenação da Fundação da Vila de São Vicente – SP.

Eu vi pessoas fiéis a arte e a cidade, e não ao espetáculo por si só.

Se faltou estrutura, sobrou paixão.

Se sobrou paixão, tivemos tudo.

Se sobrou paixão, nada faltou.

Uma cena me marcou. O produtor, diretor e ator Amauri Alves, o mentor deste espetáculo em formato de musical de 2013, rendido – completamente rendido – ao final da peça teatral.

Rendido à emoção.

Comemorando o esforço e o sucesso da peça. Aplaudido de pé pelos ali presentes.

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Amauri Alves – diretor, produtor e ator. Encenação da Fundação da Vila de São Vicente – SP.

Uma cena de quem se entrega. Doa-se a arte.

Parabéns, Amauri Alves, em nome de todos envolvidos com o espetáculo.

Parabéns, São Vicente.

Parabéns, vicentinos. Que noite. Que grande noite.

Nós somos a cidade! Feliz aniversário, São Vicente!

Feliz Aniversário, São Vicente – SP.

Sensação única para mim. 22 de janeiro de 2013.

481 anos de história. Porém, primeiro ano após o inesquecível 2012.

Ano que coloquei meu nome a disposição da sociedade ao cargo de vereador nesta cidade e tive a contrapartida dos 823 votos, sendo o candidato mais votado da história do Partido Verde no município.

Não fui eleito. Mas me sinto vitorioso. Vejo, agora – pequenino, ainda muito pequeno – meu nome, escrito na história desta cidade. Com uma campanha diferente do padrão que muito surpreendeu o conservadorismo político.

E por que falo isso? Por que recordo minha campanha para dar às felicitações à cidade?

Porque, como diz no hino do município, vejo uma luz encorajadora – ao fundo – que me permite lutar, praticar a Boa Luta, por este município e seus cidadãos:

“Assim aureolada

Na luz alvissareira

Surgiu predestinada

A célula primeira.”

Marca Kayo Amado
Marca Kayo Amado

Por mais que o cenário político não favoreça; por mais que o governo não compreenda as demandas da sociedade; por mais que existam pessoas desinteressadas pelo bem público representando nossos interesses; por mais que a cidade desmorone, sofra com crises na saúde, educação, segurança, meio ambiente, transporte, limpeza urbana, esporte… de uma coisa eu tenho certeza: A mudança passa por TODOS nós!

Nós, vicentinos, somos a cidade!

Devemos nos ver com parte dela, senti-la, representá-la. Este é o nosso espaço local, é onde vivemos.

Será que vivemos? Ou apenas moramos?

Eu quero “VIVER” aqui!

Andar na rua sem medo, ter acesso a serviços públicos de qualidade, praticar a solidariedade com o próximo e também recebê-la…enfim.

Como diz no Hino, somos “predestinados”.

Se já se foram 481 anos e ainda não conseguimos “VIVER” na cidade, temos duas opções:

ou aceitamos tudo como está,

ou participamos ativamente da vida pública e mudamos nosso presente.

 Parabéns, sociedade vicentina! Coragem! Avante! A mudança AINDA passa por todos nós.

As armadilhas da PEC 33/2012: Queremos construir um país com mais prisões ou com mais escolas?

Retomando as atividades do blog, após um recesso devido a campanha eleitoral, apresento a vocês – caros leitores – o texto que melhor contemplou a minha visão sobre o assunto da redução da maioridade penal, até o momento. O artigo é de autoria da  estudante de direito, Kathrein Palermo, da Faculdade de Direito do Vale do Paraíba – São José dos Campos.

“PEC 33/2012: Redução da maioridade penal. Qual é a sua opinião?


“Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo o que lhe foi tirado”. (Hebert de Souza – Betinho)

Pequeno, olhos vivos e chinelos gastos. Está escuro e ele vem em minha direção. Minha reação instantânea é fechar os vidros. Mas porque esta nossa reação é tão natural? Não me conformo, queria conversar, mas há perigo. E se me assaltar? Antes levasse apenas os bens, valia o risco, no entanto, nos noticiários vemos tantos e tantos casos de que não só as conquistas vão pelo ralo, mas muitas vezes a própria vida.

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Minha mente é bombardeada sobre a discussão ou a falta dela sobre a redução da maioridade penal que prevê a possibilidade de inimputabilidade penal de maiores de 16 e menores de 18 anos.

Segundo a Unesco (relatórios no Site), o Brasil é um país altamente violento, com índice de criminalidade alarmante entre jovens e adolescentes. Além disso, de acordo com o Panorama Nacional: a Execução das Medidas Socioeducativas de Internação do Programa Justiça ao Jovem, do Conselho Nacional de Justiça, datado de 2012, 57% dos jovens declararam que não frequentavam a escola antes de ingressar nas unidades de internação, sendo que 86% dos entrevistados mencionaram que a última série cursada estava englobada no ensino fundamental. E, no que diz respeito à relação com entorpecentes, 75% faziam uso de drogas ilícitas.

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Todos nós queremos uma solução imediata para a insegurança que sofremos, mas enclausurar não é a melhor solução. A redução da maioridade penal não é a solução para a diminuição da criminalidade. A complexidade dessa questão é monstruosa em nosso viés capitalista.

Se perguntarmos à maioria das nossas crianças e adolescentes, estes não têm mais sonhos e projetos de vida. Punir é remédio, mas tratamento significativo é prevenção, é estruturação através de políticas públicas. Como demonstram os dados, esse jovem não encontra ensino de qualidade, na maioria das vezes vem de um lar desestruturado, sem contar a correlação entre crime e dependência química (doença). Tudo tem uma causa. Não podemos considerar e opinar esse assunto complexo, com visão simplista. Não queremos desta forma, proteger o crime, mas combater a causa da violência.

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Há toda uma estrutura cultural de que o crime compensa, e uma questão estrutural não vai ser mudada através de norma punitiva, isso só aumentará o número de encarcerados em nosso sistema prisional. O que tem poder para mudar são as políticas públicas. Até porque, convenhamos, os bandidos de colarinho branco, iate e avião continuarão soltos. O traficante também não será punido por essa medida, mas ela afetará o jovem pobre que roubou para usar droga. Ele não é aplaudido pela mídia quando vai à escola e sim aparece em nossas salas, através dos jornais, quando vai para a Fundação Casa. A PEC servirá para o garoto da favela. A punição é cultural, a prevenção tem que mudar a estrutura, o sistema. O que não gera muitos votos, nem Ibope.

A promulgação dessa Emenda, será um retrocesso no Estatuto da Criança e do Adolescente. Em nenhum lugar do mundo houve experiência positiva de adultos e adolescentes juntos no mesmo sistema penal, isso formará mais quadros para o crime. Sou contra a impunidade, mas reduzir a maioridade penal não é a solução. Para fazer o bom uso do ECA, é preciso competência e vontade. Nossos jovens precisam sair do caminho que os levam para a cadeia. Queremos construir um país com mais prisões ou com mais escolas?”

*Texto de autoria da estudante de direito Kathrein Palermo, a quem agradeço pela colaboração.

“Você pode dizer que eu sou um sonhador. Mas eu não sou o único.”

Sim, vou citar John Lennon para dar o título ao meu último post de campanha.

Lembro-me de quando senti, dentro de mim, a vontade política, de participar, de atuar, de mudar o mundo.

De lá para cá,  muita coisa aconteceu. Cresci. Fui bucar um curso que me desse base técnica para encarar este desafio – Gestão de Políticas Públicas na USP, fiz um estágio para juntar recursos e patrocinar minha própria campanha , organizamos manifestos contra a corrupção em São Vicente e participei de outros em Santos e São Paulo, busquei diversos cursos para complementar a questão legislativa para assumir a vereança capacitado. Enfim… tanto passou.

Lembro-me quando dizia que iria me candidatar. Dezenas riam, outros tantos desmotivavam. “Você é tímido”. “Política é muito sujo”. “Tem que entrar no esquema”.

Fui contra isso. Acreditei em mim.

Lembro-me quando era taxado de “ético ao extremo”. “Você quer se candidatar? Vai ter que por placas, vai ter que fazer jingle e ter carro de som, vai ter que fazer carreata e chuva de panfleto, vai ter que dar santinho, vai ter que beijar criancinha, vai ter que agradar todo mundo e ser o ‘boa-vizinhança’.”

Eu sabia o que queria, sabia como poderia fazer, só precisava encontrar sonhadores como eu.

E encontrei. De início, um, dois, três. Com o passar do tempo, 10, 20, 30. Atualmente, mais de 100. Já perdi a conta.

Uma proposta de inovar, uma coragem para fazer diferente e assumir o risco do fracasso.

Sozinho eu era um sonhador. Com um grupo de sonhadores ao lado, somos uma realidade!

E assim foi.

Cavaletes? NÃO! Santinhos políticos? NÃO! Carros de som? NÃO! Carreatas? NÃO! Placas e banners? NÃO! Uma campanha limpa! Totalmente limpa.

Encontrei apoiadores que embarcaram nessa ideia. Que compraram essa briga.

Chamo de apoiadores, porque eles não são cabos eleitorais. Não tem cargo prometido, muito menos recebem para me ajudar. Eles são pessoas que querem ver a mudança e encontraram em nós a oportunidade de construir um PROJETO DE CIDADE.

Esse post é destinado a eles, um a um. Agradeço, do fundo do meu coração, os sonhadores que fizeram deste grupo uma realidade. Uma campanha que vem comovendo e mobilizando pessoas de diversas classes sociais, realidades, culturas e até mesmo cidades.

A luta não acaba dia 7 de outubro de 2012. Jamais esquecerei vocês. Cada um que compartilhou um post, cada um que curtiu uma frase, cada um que colocou o botton, cada um que disse um “conte comigo”, ou deu um “sorriso sincero”.

Isso é eterno.

Isso é a vitória. Isso representa a BOA LUTA.

Vocês são fantásticos. Vocês são a nossa campanha.

É por isso que eu digo, enfatizo, e repito:

Eu não sou um candidato. NÓS É QUE SOMOS UM PROJETO DE CIDADE.

Kayo Amado.

Se essa foto não representa a minha vitória. Eu não sei o que é vencer. Peço desculpas.

Um número, uma urna, jamais dirá para mim: “você venceu”. Estou vivendo a vitória.

43210. Contagem Regressiva. A mudança passa por todos nós!

Os mistérios das COLIGAÇÕES: O que os partidos políticos querem?

Por mais que muitos digam que votam “em pessoas e não em partidos”, precisamos entender que a lógica do nosso sistema eleitoral brasileiro é construída em torno de partidos políticos, e não de pessoas.

Dessa forma, precisamos entender: O que os partidos políticos querem e como funcionam no período eleitoral?

Após perceber muitas pessoas com dúvidas quanto às coligações de partidos, decidi fazer este artigo para explicar “os mistérios” que pautam as coligações e lógicas partidárias.

Os partidos, a nível municipal, podem se coligar de duas formas: uma para eleições majoritárias e outra para as proporcionais.

As eleições majoritárias são as de prefeito (bem como, senador, governador, presidente). Vence quem tiver mais votos!

As eleições proporcionais são as de vereador (bem com, deputados federais e deputados estaduais). São eleições que dependem do quociente eleitoral, ou seja, os partidos precisam atingir uma quantidade mínima de votos para elegerem representantes.

Entenda melhor essa situação no artigo:  Os mistérios do VOTO em VEREADOR: Um candidato com 8 mil votos pode perder para um com 2 mil?

43210. Contagem Regressiva. A mudança passa por todos nós.