Os mistérios do VOTO em VEREADOR: Um candidato com 8 mil votos pode perder para um com 2 mil?

Após o sucesso do artigo desvendando os mistérios do voto nulo, decidimos fazer outro artigo para desvendar outros “mistérios” que rondam a política! O tema agora é a lógica da eleição de vereadores, conhecida também como “eleição proporcional”.

Para simplificar a explicação, fiz algumas imagens que seguem abaixo.

Essa primeira imagem apresenta o contexto da realidade vicentina. Utilizei as proporções das eleições de 2008 disponíveis no TSE para estimar os votos válidos, nulos, brancos e abstinências para a eleição deste ano, 2012.

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Dado o contexto acima, explicaremos o QUOCIENTE ELEITORAL. O que é isso, afinal?

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Dado isso, é importante dizer que os partidos podem concorrer às eleições com chapa única ou coligados. A diferença nessa opção é que optando por chapa única, eles podem colocar até 150% de candidatos do número de cargos a disposição na câmara (no caso vicentino, 15 vagas  disponíveis); já optando por coligar-se com outros partidos, a coligação pode colocar até 200% de candidatos do número de cargos a disposição. Sendo assim, é mais fácil para os partidos atingirem o QUOCIENTE ELEITORAL, ao se coligarem com outros, pois tem a possibilidade de colocar mais candidatos em disputa e atrair mais votos à coligação, o que proporciona mais chances de atingirem o Quociente em questão.

Essa situação é a base para entendermos os motivos de candidatos com mais votos, às vezes, perderem para um com menos votos.

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Portanto, ao pensarmos no candidato que iremos votar, devemos analisar também o partido e a coligação proporcional do candidato! A coligação proporcional (tema em discussão na Reforma Política que tramita no Congresso Nacional), é uma possibilidade que os partidos encontraram para atingir o QUOCIENTE ELEITORAL.

É importante dizer que existe também a coligação majoritária. Ou seja, os partidos podem fazer duas coligações: uma em torno de um candidato a prefeito (caso não tenha um candidato do partido), que é chamada de coligação majoritária; e outra voltada ao grupo de vereadores, chamada de coligação proporcional.

Espero ter esclarecido as dúvidas. Fico a disposição para eventuais novas questões! Mande sua dúvida!

4…3…2…1…0! Contagem Regressiva! A mudança passa por todos nós!

POLÍTICA DE RODA x CABOS ELEITORAIS

Um pequeno relato do cotidiano de campanha a vereador em São Vicente.
Que fantástico o encontro que realizamos no Centro de São Vicente, hoje, 24 de agosto de 2012.
Estive reunido com alguns jovens da ETEC Ruth Cardoso, ali na praça do correio. Sentamos no chão, mesmo. Nada produzido. O objetivo era debater política.


Sem intenção, estávamos nós, lá, fazendo uma intervenção política. Utilizando um espaço público, para discutir “o que é público”! Quantas vezes já fizemos isto? Acho que não cultivamos isto em nossa cultura, né? Que pena!

Estávamos cercados por vários cabos eleitorais de candidatos, profissão que surge em época eleitoral. Pessoas que defendem a qualquer custo o Santos, o Corinthians, o São Paulo ou o Palmeiras… mas… que para a política, defendem o partido ou candidato que oferecer mais. Bandeirolas, faixas, é um clima de democracia instaurado. Só clima, só superficial. Pessoas defendendo cores, candidatos e partidos que não acreditam ou não sabem o que são ou como são.

A política virou um espaço profissionalizado, de profissão. Os argumentos são santinhos políticos, papeis ao vento. Os argumentos são bandeiras tremulando, esquinas lotadas. Os argumentos transformam a praça no que ela não é!
E, nós, ali no centro, no coração da praça. Nós, alguns estudantes, discutindo política.

Em roda, na praça, em roda, na ÁGORA. O passado… o futuro… AGORA!

A mudança passa por todos nós!

Contagem Regressiva! 43210…

Os mistérios do VOTO NULO: Verdades e consequências.

Bom, se pudesse resumir em algumas palavras, diria: NÃO, VOTO NULO NÃO ANULA ELEIÇÃO ALGUMA!

Mas não posso resumir.

Não posso porque todos os dias vejo as pessoas compartilhando esta informação como se fosse verdade.

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Vocês sabem exatamente o que a lei fala? Vejamos o Código Eleitoral:

O art. 224 assevera: “Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do País nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias”.

E o que seria NULIDADE?
“Tais vícios que ensejam a anulabilidade da votação são apontados no art. 222 do Código Eleitoral, a saber: falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art. 237, emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágio vedado por lei.”

A lei trata de nulidade, e não de voto nulo. Segundo a lei, a nulidade  abarca apenas os VOTOS VÁLIDOS, ou seja, devemos excluir da contagem os votos nulos e brancos.
Pensemos em um caso prático. Se em certa cidade as urnas são roubadas e 51% dos votos VÁLIDOS (não contamos os nulos e brancos) não podem ser contabilizados, essa é uma situação de NULIDADE das eleições. Nesse caso, deverá ser realizado novo pleito eleitoral.
Portanto, galera, VOTO NULO – que não faz parte dos votos válidos – NÃO ANULA A ELEIÇÃO!
Se 99% das pessoas anularem o voto e 1% apenas votar em um candidato X, este candidato X vencerá as eleições! Esta é a lógica.

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Pense bem ao anular o voto.

Em São Vicente, por exemplo, com um universo de aproximadamente 350 candidatos a vereador, será que não há NENHUM CANDIDATO que proponha um projeto de cidade que te agrade?

Aí esta a grande questão: Não há nenhum candidato bom o suficiente para você? Ou você que não quer pesquisar e prefere procurar um “atalho” no voto nulo?

Saiba que você, ao votar nulo, sem pesquisar candidatos, você acaba privilegiando candidatos que já tem um eleitorado definido e cativo, por exemplo, os candidatos que já estão no poder e buscam reeleição, ou até mesmo os candidatos que compram votos e tem seu eleitorado “nas mãos”.

A decisão é sua. Anular ou não anular?

Espero ter ajudado a esclarecer essa questão!

43210. Contagem Regressiva! A mudança passa por todos nós!

Mais informações em: http://jus.com.br/revista/texto/11506/votos-nulos-nulidade-da-eleicao-e-nova-eleicao

1º Projeto / Orçamento Participativo – Kayo Amado Vereador 43210

PROJETO DE ORÇAMENTO PARTICIPATIVO:
I)  Gastos públicos: a população também decide!
II) Objetivo geral: Implementar o Orçamento Participativo na Cidade de São Vicente.
III) Objetivo específico: permitir que os munícipes possam participar deliberar, discutir e opinar o destino de parcelas do orçamento público municipal, de modo a ampliar a participação popular nas decisões, a responsabilização sobre os políticos e a elite burocrática, bem como estimular a população no acompanhamento das políticas públicas municipais.

IV) Justificativa: O Orçamento Participativo é um mecanismo que permite ampliar a participação do cidadão nas decisões públicas bem como a responsabilização desses sobre seus representantes locais. Uma vez que o município de São Vicente possui mais de 330 mil habitantes, e seus cidadãos são representados indiretamente pelos seus vereadores e prefeito, a participação do munícipe diretamente sobre a escolha do destino do orçamento municipal torna-o mais ativo nas decisões e potencializa a participação da população no acompanhamento das políticas públicas bem como das contas públicas. Além disso, possibilita que a própria população possa criar soluções para os problemas públicos e direcionar receita municipal para a resolução das questões-problema identificadas.

Vale ressaltar que a etapa de DIVULGAÇÃO das reuniões de orçamento é FUNDAMENTAL para a eficácia do projeto, ou seja, o governo precisará informar com antecedência e insistência. Divulgando em rádio, TV, jornal, Faixas nos bairros, panfletos em escolas, listas de e-mail, etc. O Orçamento Participativo depende de ampla participação da sociedade para funcionar!

Vamos participar e atuar no que é NOSSO: SÃO VICENTE.

Vamos aprender com Amsterdã? SIM!

Essa foto foi enviada pelo meu amigo Bruno Martinelli, que estava em intercâmbio acadêmico pela Europa.

A cidade de AMSTERDÃ possui 750 mil habitantes e a incrível quantidade de 700 mil bicicletas, quase UMA por habitante.

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Reparem na foto a ORGANIZAÇÃO do trânsito com um amplo espaço para ciclistas.
 
Segundo ele, há poucos carros nas ruas e o trânsito mesmo é de BICICLETAS.
 
Cada vez mais temos problemas de trânsito aqui em São Vicente, embora tenhamos uma cidade plana. O que falta para a bicicleta ser adotada de vez por nós?
 
Eu proponho um Plano Diretor de Ciclovias! Outras ações que fomentem o uso, como bicicletários públicos – seguros e gratuitos – ajudam nessa mudança!

A mudança passa por todos nós! CONTAGEM REGRESSIVA!

 
Confira meus projetos em: http://www.kayoamado.com.br/#!projetos

VEREADOR: O representante mais próximo. CANDIDATO: O mais distante?! Que confusão!

Vou fazer um pequeno relato. Situações do cotidiano político que me deixam intrigado. Vejamos…

Em tese, o VEREADOR é o representante do governo mais próximo da sociedade. Deveria ser! Está lá para REPRESENTAR os interesses dos munícipes.

Talvez, o problema disto na prática tenha início nas relações IMPESSOAIS que se configuram na campanha política, no período eleitoral.

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Hoje eu tive uma experiência interessante logo cedo. Recebi um “santinho” de um candidato a vereador. Na verdade, de um rapaz que panfletava para ele.

Fiquei imaginando como seria receber um santinho de outro candidato. Hoje tirei a dúvida. Hoje tive a certeza de como NÃO abordar um cidadão/eleitor.

O rapaz que me entregou o santinho era mecanicamente treinado para isto. Tirou todo o contato humano da relação.

Veio com um discurso pronto. Colocou o candidato como ator principal da situação. Não deixou espaço para eu falar uma palavra sequer além de “aham”, “sim”, “é”, “obrigado”. Foi muito curioso. Só faltou ele gritar: “PRÓXIMO!” após falar comigo.

Os políticos, os candidatos precisam entender que o ator principal da eleição é o eleitor, e não ele (ou eu), candidato!

Que ato falho! Se eu não fosse votar em mim, certamente não votaria neste candidato do santinho que recebi hoje.

Não da para aceitar essa relação afastada. Não tive espaço para falar nem mesmo com o rapaz que me entregou o “santinho”. Só ele falou, só ele teve o direito de falar. Nem perguntar algo foi possível. Como votar em alguém assim?

Isso é realmente política?
Contagem Regresiva! A mudança passa por todos nós!

KAYO AMADO (43210) – APRESENTAÇÃO OFICIAL

Vídeo oficial de apresentação do candidato a vereador Kayo Amado.
4..3..2..1..0. Contagem Regressiva. A mudança passa por todos nós.
Para conhecê-lo e interagir, acesse as outras redes disponíveis:
Site: http://www.kayoamado.com.br
Facebook: http://www.facebook.com/KayoAmado43210
Twitter: @KayoAmado
Blog: http://www.kayoamado.wordpress.com
Repolítica: http://www.repolitica.com.br/kayoamado43210
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